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Ronco: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


O ronco é o som produzido pela vibração das estruturas das vias respiratórias durante o sono. Embora muitas pessoas o considerem apenas um incômodo social, ele pode interferir diretamente na qualidade do descanso e, em muitos casos, indicar alterações importantes na respiração. Entender por que o ronco acontece é fundamental para identificar quando ele merece atenção médica.


O ronco surge quando existe obstrução parcial das vias aéreas superiores, fazendo com que o ar encontre resistência ao passar pela garganta. Essa obstrução pode ter diversas origens.A obesidade, por exemplo, é uma das causas mais comuns: o acúmulo de gordura ao redor do pescoço reduz o espaço interno da via aérea, tornando a respiração mais estreita e ruidosa. A posição ao dormir também influencia. Ao deitar de costas, a língua e o palato mole tendem a cair para trás, diminuindo ainda mais o espaço para a passagem do ar.


Com o envelhecimento, ocorre um relaxamento natural da musculatura da faringe, o que facilita a vibração dos tecidos durante o sono. Além disso, fatores como consumo de álcool, sedativos ou determinados medicamentos intensificam o relaxamento muscular, aumentando a tendência ao ronco.


Alterações nasais também têm papel importante. Rinite alérgica, congestão nasal, pólipos ou desvio de septo dificultam a respiração pelo nariz, forçando a pessoa a respirar pela boca — o que aumenta muito a chance de roncar. Em outros casos, o ronco é consequência direta de uma condição mais séria: a apneia obstrutiva do sono, caracterizada por pausas repetidas na respiração durante a noite. Nessa situação, o ronco costuma ser mais intenso e fragmentado, acompanhado de engasgos ou despertares frequentes.


É importante observar alguns sinais de alerta. O ronco deve ser investigado quando é intenso, ocorre quase todas as noites ou vem acompanhado de sintomas como:

• pausas respiratórias percebidas por parceiros de quarto;

• sonolência excessiva durante o dia;

• dificuldade de concentração;

• irritabilidade ou perda de memória;

• dores de cabeça ao acordar;

• sensação de despertar cansado, mesmo após muitas horas de sono


A avaliação com um especialista em sono ou otorrinolaringologista é essencial para determinar a causa e definir o tratamento adequado. Em muitos casos, medidas simples como perda de peso, mudanças na posição de dormir, ajustes na higiene do sono e controle de alergias já trazem melhora significativa. Para alguns pacientes, aparelhos intraorais, terapia respiratória ou tratamento com CPAP podem ser indicados. Nos casos em que há obstrução anatômica importante ou apneia grave, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para restaurar a passagem adequada do ar.


O ronco não deve ser ignorado. Ele pode ser um sinal precoce de alterações respiratórias que comprometem não apenas o sono, mas também a saúde cardiovascular, o humor, o metabolismo e a qualidade de vida como um todo. Identificar a causa e buscar orientação especializada é o primeiro passo para noites mais tranquilas e um descanso verdadeiramente reparador.


Dr. Marco Aurélio Ubiali

Médico Neurologista

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